quarta-feira, 20 de outubro de 2010

você chegou

Andaste pela minha lua
Beijaste meu céu
Alcançaste minhas estrelas
Envolvestes meu universo num abraço 


Tenho medo da escuridão
não me deixe só!
Quero a luz do teu sorriso
não me deixe só!


Que sigas vagando pela lua
Que teus lábios toquem o céu a cada alvorada
Que subas e acaricie minha constelação
E que envolva meu mundo em cada momento


Só não me deixe só.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Beijo das imensidões

Quando assim me encontro
Reflito sobre tudo o que sinto
Aquilo que sinto por você

As ondas batem e voltam
Tocam meus pés com tanta calma
E a cada centímetro andado
Um metro de alma lavado


A Grande imensidão do mar
Deixa-se tocar pela majestade do céu
De repente TUDO torna pequeno
Tudo cria resistência pra ser explicado...


Quando, enfim, o beijo acaba e tudo some
As explicações vêm a tona...
Agora, dá pra entender
E o que consigo entender é que:
É meu amar: o beijo entre lua e o mar
Um amor toda noite conquistado.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

por aqui.

Tua presença agora é presente
Deixa-me assim: livremente flutuante 
E tal leveza se dá de tal maneira
Que se quer percebes


O olhar de uma criança
Sorriso que me encanta
Alegria que me contagia


E quando chega perto...
Me leva além 
Além do que se tem por fixo na  Terra;
Ao mais puro estado de felicidade


É assim quando você está
Quanto está por perto de mim
e eu fico assim:
"Calmin, calmin"



domingo, 29 de agosto de 2010

Tráfego acidental

Vermelho, amarelo,verde
Faixa de pedestre 
Motorista irresponsável
Carteira comprada, ou até roubada
Bebê chorando no banco trazeiro
As buzinas soam, o tempo não passa


De repente não se via verde, ou amarelo
Carros parados, algo se passa


Vermelho, vermelho, vermelho
Desta vez devido aos glóbulos vermelhos
Sem noção, o motorista acelerou
O bebê parou de chorar
Listras brancas sem passos em cima
Apenas com corpos frios
Carteira manchada
O silêncio se fez...


A sirene chegou, acabou
De resto as manchas no chão
Mais um dia de cão.

horizonte

Tão colorido, ofuscante, brilhante
O horizonte se encontra
Tudo porque estás ao meu redor
Desde cada grão de pólen
A cada orvalho do amanhecer
Porque cada lembrança tua é presente
O calmante mais aceitável aqui dentro


Os batimentos aceleram
Quando vagas em meus olhos
Quando me tocas
Provocas quase que uma taquicardia


Não resta nada a fazer 
Se não recordar-te
Ao apreciar esse horizonte
Que me faz sempre te lembrar.



Um dia

 Você vai estar sozinho, vai fechar os olhos, e tudo estará negro; os números da sua agenda passarão claramente na sua frente e você não terá nenhum para discar. Sua boca vai tentar chamar alguém, mas não haverá ninguém solidário o bastante para sair correndo e te dar um abraço, nem te colocar no colo ou acariciar teus cabelos até que o mundo pare de girar; nessa fração de segundos quando seus pés se perderem no chão, você vai lembrar da minha ternura, do meu sorriso infantil. Viram súbitas memórias gostosas dos meus abraços e beijos, da minha preocupação com você e só vai ter um tipo de música a tocar no seu rádio: as nossas, a nossa trilha sonora.
  Em um novo momento você vai sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração e vai torcer bem forte para ter o nosso mundinho de novo, e o nome disso é SAUDADE, aquilo que eu tinha e te falava sempre. E quando você finalmente discar meu número, ele estará ocupado demais, ou nem será o mesmo, ou até eu nem queira atender, e se você bater na minha porta, ela estará muito bem trancada, se aberta... mostrará uma casa vazia; nesse instante, teus olhos te ensinarão o que são lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto. O nome do enjôo que você vai ter é arrependimento, e a falta de fome que virá, chama-se TRISTEZA.
  Então quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom acontecer e ninguém te olhar com meu olhar encantador, você encontrará a famosa SOLIDÃO.
A partir daí, o que acontecerá chama-se surpresa, e provavelmente o remédio parar todas as sensações acima é o tal TEMPO, do qual você tanto me falava.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

calada da noite

Frio, vazio, sombrio
O vão da noite quieta
A bela sossega e cai
Meio a um redemoinho de perguntas
Se tem motivo para tanta sofreguidão


Pensa, reflete, acalma, dorme
De tremer até a sua última fibra muscular
Ela sobe e plana com prazer
Estrelado, puro, brilhante
O céu está a conhecer